terça-feira, 1 de fevereiro de 2011




O Programa de Filosofia propõe para esta rubrica o tratamento de um tema/problema do mundo contemporâneo. As competências visadas no tratamento dos temas/problemas são as seguintes:
•Adquirir hábitos de estudo e de trabalho autónomo;
•Utilizar criteriosamente as fontes de informação, designadamente, obras de referência e novas tecnologias;
•Promover a integração de saberes (perspectiva interdisciplinar);
•Desenvolver a capacidade de problematização.

Metodologia:
.Organização e reelaboração dos materiais;
•Enquadramento da problemática: sentido e pertinência; quadro conceptual de suporte;
•Formulação de problemas e/ou questões de reflexão filosófica no âmbito da temática escolhida;
•Pesquisa documental e fontes diversificadas: obras de referência, jornais e revistas, filmes, documentários, sítios na internet, etc.;
•Selecção e tratamento de materiais recolhidos em função dos objectivos traçados (entre discentes e docente), de análise e conclusões.

Produto final:
•Realização de uma dissertação a publicar neste blogue.

21 comentários:

Anónimo disse...

Como tema do mundo contemporâneo escolhi o Voluntariado e as novas dinâmicas da Sociedade Civil.

O voluntariado é uma causa que me agrada bastante, na qual já tive a oportunidade de participar, nomeadamente, na recolha de Bens Alimentares.

Fazer voluntariado é extremamente útil, pois existem cada vez mais pessoas a precisarem de uma mão amiga, disposta a ajudar.

Muitas famílias (sobre)vivem com a ajuda de Instituições, que lhe fornecem bens necessários para que consigam ter uma vida minimamente decente. Mas muitas preferem esconder-se na rua, nas suas camas improvisadas, muitas vezes por vergonha da situação em que se encontram.

Cada cidadão pode ajudar estas pessoas, com mais necessidades do que nós, de várias maneiras: entregar a Instituições a roupa que já não nos serve e também calçado (mas, obviamente, em bom estado); cobertores; roupas e bens de primeira necessidade para bebés.

O Natal é a época em que o voluntariado mais se faz sentir. Nessa altura do ano, existem várias campanhas como a “Missão Sorriso”, que ao contribuir se está a ajudar para várias pediatrias. Ou então, nos supermercados, temos a hipótese de dar alimentos, como enlatados e massa, ao Banco Alimentar. Estes actos são gratificantes, mas como já referi, ocorrem principalmente na quadra natalícia. Pode ser uma das alturas em que nos encontramos mais fragilizados e solidários para contribuir, mas há um senão… Quem recebe estas ajudas todas, não passa mal só no final do ano, mas sim, ano após ano, mês após mês, dia após dia. Por isso é que deviam ter novas iniciativas para o resto do ano, e não só neste, em específico.

Também se pode fazer voluntariado ao limpar florestas para que no Verão não haja maior tendência para incêndios; “vigiar” a wikipédia para que não seja editada informação errada; temos também o caso dos bombeiros voluntários, que exercem a profissão, em alguns casos, sem receber nada em troca; há médicos que vão para outros países para cuidar dos doentes, nomeadamente África, visto que sofrem de doenças onde nesses países não existem curas.

Praticar o voluntariado (comemorado no dia 28/08) é estar disponível para fazer algo, sem querer nada em troca, como um salário ao fim do mês ou uma espécie de recompensa, mas sim, esperar por um simples “Obrigado” ou obter um sorriso de um desconhecido.

Raquel Camarão, 10ºP nº 24

Anónimo disse...

Os Direitos das Mulheres como os Direitos Humanos

O tema/ problema do mundo contemporâneo que pretendo defender, são os Direitos da Mulher, que está naturalmente ligado, aos Direitos Humanos.

Os Direitos da Mulher existem há relativamente pouco tempo, visto que só no século XX nos Estados Unidos da América é que começaram a poder votar tendo se espalhado pelo resto do Mundo.

Na Antiguidade Grega, elas eram equiparadas a nível social, com os próprios escravos, numa sociedade bastante adiantada para a época e que nos orientou a nível da Democracia, até aos nossos dias. Nesta sociedade evoluidíssima em que o ser humano nunca mais foi o mesmo a partir daí, a mulher e os escravos, não foram olhados numa perspectiva equilibrada e igual aos dos outros seres humanos, que tinham direitos e obrigações.

Durante toda a História Mundial, os Direitos da Mulher e do ser Humano, nunca foram respeitados na totalidade. Ainda hoje isso acontece, na Ásia, em África, na América do Centro e do Sul.

Existem até mesmo em Portugal, casos lamentáveis, de agressões psicológicas, físicas e mesmo assassínios, a nível familiar, como sistematicamente nos são apresentados pela comunicação social.

Foram criados vários centros de ajuda, para mulheres atingidas pela violência doméstica, onde podem viver incognitamente com os seus filhos, para poderem ter uma vida calma e onde possam trabalhar com tranquilidade. Alguns destes centros, também recolhem jovens mulheres que andavam na prostituição, sendo um dos níveis mais baixos da condição humana.

No nosso País, na segunda metade do século XX, ainda a nível escolar se dava prioridade ao sexo masculino e as jovens ainda ficavam em casa, a ajudar as mães nas lidas domésticas, em vários pontos de Portugal. Hoje em dia existem mais mulheres nas Faculdades Portuguesas, do que Homens.

Durante os anos em que a mulher não tinha direitos e só tinha obrigações, ela própria foi criando dentro de si, a força necessária que iria precisar, para as suas lutas futuras.

É difícil hoje em dia acreditar, que o passado pode ser tão diferente.

O ser humano tem de ser encarado da mesma forma, com os mesmos direitos, as mesmas necessidades, oportunidades e as mesmas obrigações. Não importa o sexo, a idade, a religião, a raça e muito menos o País onde se nasce.

De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), os Direitos das Mulheres são:
1.Direito à vida.
2.Direito à liberdade e à segurança pessoal.
3.Direito à igualdade e a estar livre de todas as formas de discriminação.
4.Direito à liberdade de pensamento.
5.Direito à informação e à educação.
6.Direito à privacidade.
7.Direito à saúde e à protecção desta.
8.Direito a construir relacionamento conjugal e a planejar sua família.
9.Direito a decidir ter ou não ter filhos e quando tê-los.
10.Direito aos benefícios do progresso científico.
11.Direito à liberdade de reunião e participação política.
12.Direito a não ser submetida a torturas e maltratos.

Na minha opinião, as mulheres não deviam ser tratadas de maneira diferente da dos homens, pois todos temos direito à vida, à formação e educação, à sua liberdade e à saúde.



Maria Duarte 10ºP Nº20

Anónimo disse...

O racismo é a tendência do pensamento, ou do modo de pensar em que se dá grande importância à noção da existência de raças humanas distintas e superiores umas às outras. Onde existe a convicção de que alguns indivíduos e sua relação entre características físicas hereditárias, e determinados traços de carácter e inteligência ou manifestações culturais, são superiores a outros.
O racismo não é uma teoria científica, mas um conjunto de opiniões pré concebidas onde a principal função é valorizar as diferenças biológicas entre os seres humanos, em que alguns acreditam ser superiores aos outros de acordo com sua matriz racial. A crença da existência de raças superiores e inferiores foi utilizada muitas vezes para justificar a escravidão, o domínio de determinados povos por outros, e os genocídios que ocorreram durante toda a história da humanidade.
Os racistas definem uma raça como sendo um grupo de pessoas que têm a mesma ascendência. Diferenciam as raças com base em características físicas como a cor de pele e o aspecto do cabelo. Investigações recentes provam que a “raça” é um conceito inventado. A noção de “raça” não possui qualquer fundamento biológico. A palavra “racismo” é igualmente usada para descrever um comportamento abusivo ou agressivo para com os membros de uma “raça inferior”. Na minha opinião o racismo, é também usado por pessoas que se sentem inferiores a outras, e usam o racismo como uma desculpa para dizerem que são superiores a tudo e a todos que não sejam da mesma raça.
Xenofobia quer dizer aversão a outras raças e culturas. Muitas vezes é característica de um nacionalismo excessivo. A xenofobia é um medo intensivo, descontrolado e desmedido em relação a pessoas ou grupos diferentes, com as quais nós habitualmente não contactamos. A atitude perante o "outro" depende em larga medida de uma sobreposição, por vezes contraditória, de identidades, influências e lealdades, cuja interacção resulta numa disposição particular para a cooperação transnacional. De forma a podermos combater os impulsos conflituosos que derivam de todo este contexto, é preciso encontrar o que Talcot Parsons chama de "core system of shared meaning".
É preciso, nacional e internacionalmente, promover um relacionamento institucional, económico, político, social e inter-pessoal coerente.
Esta coerência passa pelo reforço da interculturalidade. E esta assenta no conhecimento do "outro", daí a sua importância fundamental no combate ao racismo e à xenofobia, que assentam em preconceitos resultantes do desconhecimento ou conhecimento deturpado.
A interculturalidade é uma batalha a ganhar gradualmente e vários são os campos onde podem ser levadas a cabo acções decisivas. A Educação é, sem dúvida, uma das áreas onde numerosas vitórias podem ser conseguidas. Não é, na verdade, uma tarefa fácil mas é certamente uma das vias a seguir dada a sua influência estrutural na preparação dos cidadãos de amanhã.
O racismo é uma atitude infantil, pois todos somos iguais, não há ninguém diferente,apesar de cada qual ter o seu pensar, cada qual ter a sua mente.
Vasco Miranda, 10ºP nº 28

Anónimo disse...

Os Direitos Humanos e a Globalização

Na época dos descobrimentos, quando Cristóvão Colombo chegou à América e viu que aqueles que a habitavam tinham hábitos e maneiras estranhas das suas, não tardou a explorá-los e a tentar mudar as suas maneiras.
E foi esta conquista que no século XVI resultou em debate pelos direitos humanos na Espanha. Isto marcou a primeira vez que se discutiu o assunto na Europa.

A ideia de se fazer algo que protegesse os cidadãos nasceu na Idade Média e serviu de inspiração para aquela que diz que “todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.”, a Declaração Universal dos Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas.

Existem várias teorias em relação aos direitos humanos mas aqueles que defendem o universalismo destes, contrapõem-se ao relativismo cultural visto alguns dos direitos formados em certos países põem um acento maior ou menor no aspecto cultural e dão mais importância a determinados direitos de acordo com a sua trajectória histórica.

Imaginemos então um mundo onde não houvesse nada que impedisse que as mulheres fossem maltratadas e abusadas todos os dias; um mundo onde as crianças não tivessem educação e começassem a trabalhar assim que atingem os 6 anos; um mundo onde os homens pudessem matar outros homens por não serem da mesma cor de pele ou simplesmente por alguém lhe ocupar o lugar no estacionamento e não fossem punidos…
Imaginando as coisas desta perspectiva, acho que ninguém quereria viver num Mundo assim.

A função dos Direitos Humanos é proteger os indivíduos das arbitrariedades do autoritarismo, da prepotência e dos abusos de poder.

Embora como acima referido a noção de direitos humanos tenha surgido na Idade Média e discutida pela primeira vez na Europa no século XVI, foi após a II guerra mundial que foi criada a declaração que tem como objectivo estabelecer a paz entre as nações e o consenso entre os povos e que ainda hoje se encontra activa – a Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Esta declaração foi aprovada em 48 estados que a consideram uma inspiração e orientação para o crescimento da comunidade internacional com o objectivo de tornar a comunidade num estado e de tornar todos os seus cidadãos livres e iguais.

Embora sejam 48 estados, todos eles são países que se encontram em desenvolvimento pois naqueles menos desenvolvidos a ideia de direitos iguais ainda não foi aceite.
E este sistema de não-aceitação e de haver diferenças entre os cidadãos provoca a globalização pois as desigualdades elevadas e a exploração dos menos favorecidos que continua a ser uma realidade, obriga a que os indivíduos emigrem procurando melhores condições de vida, interferindo com as outras culturas.

Através da Declaração Universal dos Direitos Humanos, cabe a todos nós denunciar o que achamos mal, mesmo que não ganhemos nada com isso.

Joana Matos, 10ºP nº14

Anónimo disse...

O tema que escolhi para os problemas contemporâneos foi o racismo e a xenofobia, assuntos que estão presentes na nossa sociedade. Na minha opinião, a xenofobia significa o medo (fobia, aversão) que o ser humano normalmente tem ao que é diferente (para este indivíduo), o preconceito, a descriminação a outras raças e culturas, subculturas. É também um distúrbio psiquiátrico excessivo e descontrolado ao desconhecido ou diferente, o preconceito, a descriminação a outras raças e culturas, subculturas. Uma das formas de descriminação é a intolerância, ou seja, é a falta de respeito pelas práticas e convicções do outro. A intolerância pode conduzir ao tratamento injusto de certas pessoas em relação ás suas convicções religiosas, sexualidade ou mesmo à maneira de vestir. Infelizmente, em casos frequentes existe a violência. O racismo é a tendência do pensamento, ou do modo de pensar em que se dá grande importância à noção da existência de raças humanas distintas e superiores umas às outras. Onde existe a convicção de que alguns indivíduos e sua relação entre características físicas hereditárias, e determinados traços de caráter e inteligência ou manifestações culturais, são superiores a outros. Acho que há ainda uma grande percentagem de pessoas com estes problemas, que não conseguem ultrapassar. Todos os dias existo casos de violencia, descriminaçao por exemplo a um rapaz por ser negro, ou a um rapaz por ser gay e acho muito ridículo. Eu pessoalmente não sou assim. Diogo Melo, nº 8 turma 10º P

Anónimo disse...

Texto argumentativo de filosofia


A responsabilidade é o tema da qual eu vou falar. Um tema muito popular nos tempos que correm devido ao buraco de ozono e ao aquecimento global. A responsabilidade ecológica envolve uma relação de respeito do ser humano para com a natureza, de modo a preservar e cuidar do planeta. Quando o Homem descobriu que a ciência combinada com a técnica podia fazer muito mais do que alguma vez se podia imaginar. A partir daí, o Homem nunca mais parou começando a implantar fábricas que encheram a atmosfera de gases poluentes, armas nucleares, desenvolvimento a todos os níveis, crescimento da população e acreditava-se mesmo que isto tudo significava melhoria nas condições de vida humana. Nós como seres humanos e como portugueses temos o dever moral de reciclar. Se não fossemos seres humanos obviamente não pensávamos e refletiamos por isso não teríamos responsabilidade ecológica, e como somos portugueses não podemos aferir a desculpa de “não temos a informação necessária” ou não temos meios para combater a poluição”, como os países ditos subdesenvolvidos tem. Estas desculpas toda a gente sabe que neste pais não podem existir pois informação e meios temos que cheguem. Na minha opinião penso que as pessoas deveriam deixar de se queixar e pôr as mãos á obra mas como é óbvio ninguém faz isso porque pensam sempre que o vizinho irá fazer por eles e é por isso que temos um buraco de ozono tão grande. As pessoas preferem andar de carro a andar a pé é devido a isso que esses problema se tornou tão grande se tornou tão grande, e na minha opinião acho que haverá uma terceira grande guerra, esta não será por territórios ou por ideias político-culturais mas sim porque as pessoas começaram a morrer de fome porque a poluição irá afectar o meio ambiente e as culturas serão totalmente dizimadas e também talvez a raça humana Será que o cataclismo está próximo?

Henrique Braga nº13 10 P

Hope disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anónimo disse...

Do mundo contemporâneo, escolhi como tema: Transformações Físicas e Pscicológicas da Adolescência.

A Adolescência é uma época da vida humana, marcada por profundas transformações fisiológicas, psicológicas, afectivas, intelectuais e sociais vivenciando num determinado contexto cultural.
Mais do que uma fase, é um processo com características próprias, é uma rampa de lançamento para a idade adulta e é um dos períodos de maior aprendizagem acerca da vida e de construção de uma identidade pessoal.
São inúmeras as transformações físicas que ocorrem durante a puberdade. Nos rapazes, aparecem pêlos nas pernas, no peito, nos braços, nas axilas e na região púbica. A voz muda e surge a barba. Nas raparigas, as ancas alargam, os seios aumentam, aparecem pêlos nas axilas e na zona púbica, assim como a menstruação. Em ambos, o peso e a altura aumentam, como também a oleosidade da pele, aparecendo por vezes acne.
Face a todas estas transformações corporais, levam-nos a voltarmo-nos para nós próprios, procurando perceber o que se está a passar, levando-nos por vezes a ter de nos fechar sobre nós próprios, tentando encontrar alguma harmonia e conforto face a todas as mudanças que ocorreram. São frequentes crises de choro, euforia e melancolia. O nosso humor altera-se num ápice, parecendo por vezes instável e a insegurança reina os nossos dias.
É na adolescência que encontramos o rumo do afecto, do amor e do risco. Descobrimos a essência dos sentimentos e das relações inter-pessoais.
A originalidade invade a nossa personalidade, tendo reflexos na nossa forma de vestir, na linguagem, atitudes, comportamentos e actividades artísticas. O desejo de sermos únicos e irreverentes torna-se num papel principal.
O nosso mundo fica repleto de pessoas, pessoas essas das quais gostaríamos de conhecer, o desejo de aumentarmos a nossa vida social é cada vez maior! Planeamos ser sempre alguém nesta pequena parcela social, recorremos a todo o tipo de tecnologias que possuímos para alcançar alguma popularidade.
É certo que esquecemos o nosso futuro, a vida reserva-nos outro princípio: estudar, frequentar uma boa universidade e daí em diante usufruir de um bom emprego.
A concentração num só foco é-nos completamente indiferente. Como jovens do Hoje e do Amanhã devíamos conseguir colocar a ambição no topo, mas as distracções tornam-nos vulneráveis.
A persistência, a coerência e a exigência, são objectivos dos quais a educação nos compete, mas são raros quando reflectidos em nós mesmos.
A liberdade começa a ocupar um pequeno espaço na nossa vida, dela tornamo-nos responsáveis pelos nossos actos e decisões. É nesta grande etapa de descoberta que distinguimos as pessoas mais importantes da nossa vida, das indiferentes. Estabelecemos objectivos a atingir, caminhos a seguir e obstáculos a ultrapassar. Desejamos reinar o mundo, chegar ao sol, erguer a coroa, alcançar o limite.

“Não vês como isto é duro
Ser jovem não é um posto
Ter de encarar o futuro
Com borbulhas no rosto"
[Rui Veloso]

Ema Silva, nº9 do 10ºP

Anónimo disse...

Transformações físicas e psicológicas na adolescência

A adolescência é uma fase peculiar da vida. Nenhuma outra é tão marcada por mudanças físicas e questões relacionadas ao desenvolvimento psicológico e psicossocial como essa que vai do fim da infância até a entrada no mundo adulto (ou seja, por volta dos 10 aos 20 anos de idade, segundo a Organização Mundial da Saúde; o que nem sempre é a realidade, pois deveria-se diferenciar os rapazes das raparigas visto que “eles” têm um atraso nesses desenvolvimentos, tanto que se diz, e confirmo por vivencia própria, que os rapazes são mais imaturos e tardam em crescer, não só fisicamente como psicologicamente, eles mantêm conversas fúteis, brincadeiras inúteis, entre outras).Ser adolescente é ver o seu corpo a modificar-se, ter vergonha, ter dúvidas, ter sensações, de prazer e desprazer, e procurar respostas, fazendo tudo até “matar” a sua curiosidade. É uma sensação complexa e rica, decorrente de mudanças físicas, sociais e psicológicas marcadas por intensos sentimentos, tais como alegria, dor, angústia e curiosidade. Essa fase da vida pode provocar a mudança total nos seus valores e no seu futuro, sem que esse haja controlo da parte de cada um.
É nesta altura que os adolescentes se afirmam na sociedade, e sem dar por nada seguem um caminho que, correcto ou não, os irá acompanhar a vida toda.
Crescer é também mudar na cabeça e no coração, aparecem os primeiros grandes amores, assim como as grandes desilusões, nesta altura da vida começamos a conhecer-nos e aos que nos rodeiam, também a formar uma ideia sobre esses, podendo afirmar que “aprendemos com os nossos erros”, e as relações com os outros modificam-se. Na adolescência, temos necessidade de afirmação, identificamo-nos com certas ideias, ou opomo-nos à autoridade, em particular à dos pais por serem quem achamos que nos condiciona mais de agir. É a descoberta de emoções e dos sentimentos novos e violentos, das amizades fortes, do amor… Nesse momento da vida, temos necessidade de ser reconhecidos pelos outros, assim como por nós mesmos: olhamo-nos ao espelho para observarmos as alterações e para as apreciar. É também um período de crise e de revolta, de hesitação entre a vontade e o medo de crescer, nesta altura temos os sentimentos todos à “flor da pele”. Tornar-se adulto é o próximo passo, é ser capaz de decidir e de fazer opções de vida, porque embora querer-mos autonomia dos nossos pais, sentimos que a escolha e a decisão são sensações fortes demais, e que achamo-nos incapazes de toma-las.
Nesta fase, observando o comportamento dos jovens na sociedade em que vivemos, pode-se analisar que a amizade é de extrema importância na vida dos adolescentes, e que têm uma influência imensa no pensar e no agir de cada um. Tanto que acaba interferindo na construção de seu carácter, por muitos fazerem tudo para agradar os amigos, facto, que impede que tenham opinião própria e até mesmo, faz com que alguns sigam exemplos dos amigos e deixem as suas próprias vontades e valores de lado. Cada jovem poderá alterar o seu “rumo” só para pertencer a um grupo, pois sente que “ali” o acolhem e o compreendem, mesmo que isso não seja a realidade. Hoje em dia as diferenças nos comportamentos psicológicos dos adolescentes para serem aceites num determinado grupo é abusarem de vários meios para se afirmarem notavelmente em relação aos outros, meios esses que os puderam levar á sua auto-destruição (tais como as drogas, ao qual se incluir o tabaco e o álcool).

Anónimo disse...

As transformações físicas mais marcantes nas raparigas durante a puberdade e o desenvolvimento do corpo, são o aparecimento de pêlos no baixo vente (púbis), o alargamento e arredondamento das ancas e os seios começam a desenvolver-se: esses são os primeiros sinais exteriores femininos e que as raparigas dão bastante importância, pois são os mais notáveis e os mais “apreciados” pelo sexo oposto. Paralelamente, os ovários crescem e começam a funcionar, entre os 11 e os 15 anos, mais ou menos, aparece a primeira “regra” que marcara o resto do seu percurso, a menstruação, que ocorre uma vez por mês, essa que enquanto não aparece não faz as raparigas se sentirem “crescidas” mas após o seu aparecimento, a vontade muda, pois preferem que essa não apareça, por ser bastante incomodativa, dolorosa e tornar-se rotina. A menstruação é um dos primeiros e principais sinais de responsabilidade e respeito que temos de ter em relação a nós e ao nosso corpo.
As mesmas transformações mas referentes ao sexo contrário, os rapazes, as glândulas sexuais masculinas, ou testículos, crescem e vão produzir células que permitem ao homem reproduzir-se, e que se torna uma responsabilidade. Crescem também pelos no baixo-ventre, entre outras zonas, como o peito e as axilas, os ombros alargam e os músculos desenvolvem-se e senão se desenvolvem na medida em que o jovem os ache “bons” esse tratará de os aumentar, pois é um elemento exterior bastante marcante da personalidade desse individuo. O pénis torna-se mais longo. Os rapazes começam a ter ejaculações. O aparecimento de pêlos na face, a barba, e a voz torna-se mais grave, o que também marca esse desenvolvimento de maneira forte exteriormente.
Por fim podemos concluir que as transformações físicas e psicológicas são elementos que se completam, pois senão houver desenvolvimento físico num determinado jovem, que esse se sinta bem consigo próprio dificilmente a sua capacidade psicológica se desenvolverá, pois haverá um desequilíbrio notável nesse indivíduo, ele terá um sentimento de inferioridade que não o deixará viver as experiencias magníficas que a adolescência lhe proporciona, e que o farão crescer para a próxima etapa que a vida lhe aguarda, a idade adulta.


(os dois ultimos comentários são de: Daniela Fonseca nº6 10ºP)

Anónimo disse...

A Obra de arte na era das indústrias culturais

Escolhi este tema pois para mim, sendo um guitarrista, este tema cria em mim uma certa indignação pois neste momento, uma obra de arte já não é o que foi em tempos. Isto é, hoje em dia tudo o que é criado por alguém pode ser considerado arte, por exemplo, na indústria musical existe uma criação em massa de músicas pois agora, muitos dizem que todo o indivíduo actual pode ser artista. Não é bem assim. Antigamente, só quem possuía uma espécie de dom é que poderia considerar que o que estava a efectuar seria arte. Agora não, agora todos o fazem, se alguém decide tocar saxofone num palco, sem nunca ter experimentado, para um público, é considerado como um artista mesmo não estando a tocar nada.

Eu, por experiencia própria, para me tornar num guitarrista profissional tive de recorrer a muitas aulas e ainda estou a estudar, lendo pautas e pesquisando por minha conta alguns recursos de que preciso para avançar nos meus conhecimentos. Para ser artista é necessário muito trabalho mas nos tempos de hoje não é isso que se observa. Eu estou completamente contra a grande indústria musical dos dias de hoje, embora exista uma mais-valia, se não fosse esta grande indústria cultural, que engloba a música, provavelmente não poderia estudar esta arte tão bela. O mesmo acontece com as obras de arte pertencentes a pinturas. Neste momento, qualquer um pode pintar um quadro, como sempre pôde, mas agora com este aumento em massa das indústrias culturais por muito péssimo que esteja o desenho, é considerado arte. Discordo plenamente com este facto, aliás como em qualquer outra forma artística, este facto vem a danificar muito o que antes era considerado arte e também danifica uma grande parte dos grandes artistas por estarem a ser subestimados ou por serem tratados da mesma forma que os artistas mais fracos. Por fim, com este problema, vem outra realidade. A internet veio a dificultar os ganhos dos artistas, visto que se tem tornado mais fácil de obter recursos sem ter de os pagar. Por exemplo, os álbuns, ao serem comprados por um determinado individuo, podem ser ripados para o computador e assim ser transmitidos gratuitamente pela internet. Outro exemplo deste caso são os chamados de e-books, os livros em suporte digital que podem ser também eles transferidos gratuitamente por todos, menosprezando o autor. Em contrapartida, tornam-se menos poluentes, por isso muito defendidos apesar de eu, pessoalmente, mesmo estando interessado em ajudar o ambiente sou totalmente contra o formato digital em prol dos direitos de autor.

Luís Poupinha, 10ºP nº19

Anónimo disse...

Conclusãoo>> Dos problemas que a mulher actualmente confronta são: a discriminação do trabalho, violação e violência doméstica.>> A mulher deveria ser respeitada, tal como os homens, no fundo não passam os dois de seres humanos, serem descriminadas pelo seu trabalho é um absurdo, têm todo o direito de trabalhar onde querem, tal como o homem, pelo menos nos países livres, os homens têm de deixar de ser machistas, qualquer pessoa tem o direito de fazer o que quer, estamos a viver num regime livre. >> Na violência doméstica, na maioria dos casos as mulheres não acusam o homem por gostarem dele, como é que é possível alguém continuar a gostar de alguém sendo espancada e mal tratada todos os dias? Não é possível, é o homem que a faz crer que não faz nada por mal, faz tudo sem pensar mas continua a gostar dela, precisa-se de alguém que explique a estas mulheres o que está certo e o que está errado, o que é gostar de alguém e o que não é. >> A violação é, na minha opinião o pior destes problemas, a violação é como o nome indica a violação da privacidade, dos direitos da mulher, principalmente se for violação infantil, não entendo como é possível alguém violar uma criança, violar a própria filha, é um acto mais que desumano, quase que se pode chamar um acto animal, que nem se quer devia existir, eu só contra a pena de morte, mas no caso de uma violação a uma criança, se fosse a juíza declarava pena de morte.>> Para a maneira machista dos homens pensarem mudar, teria de haver uma mudança radical em tudo, o homem devia viver um dia como mulher para mudar a maneira de pensar.>> Como já disse a mulher e o homem não passam os dois de dois seres humanos que não deviam ter direitos diferentes.>> > > > >
Joana Antunes, nº15, 10ºP ( os dois ultimos comentários)

Anónimo disse...

Os direitos das mulheres como direitos humanos
“ a flor mais sublime que a natureza deixou na Terra pelo seu perfume, pelo seu falar carinhoso e pela sua maneira de conseguir tudo o que anseia”
Desde os primórdios da humanidade que a mulher tem lutado pelos seus direitos, tem lutado por uma vida melhor, pelo seu reconhecimento enquanto ser vivo.
Antigamente, as mulheres faziam tudo o que lhes era imposto, eram consideradas um ser desprezível. Aliás, infelizmente, ainda são consideradas como tal em certos países.
As mulheres até finais do século XVIII, eram consideradas seres inferiores aos homens, sendo emotivas e pouco racionais, encontrando-se limitadas apenas em função dos trabalhos domésticos. Já na Grécia antiga os gregos remeteram-nas para o Gineceu. A mulher romana era seguida pelos mesmos preconceitos e descriminações, ela era apenas uma possessão do homem.
Platão chegou a comparar a mulher aos escravos, não podendo na altura exprimir as suas opiniões, não sendo consideradas como cidadãs. Aristóteles, embora as considera-se inferiores aos homens, preocupou-se sobretudo em precisar a melhor idade em que deviam procriar e serem educadas pelos maridos. Este era o conceito dominante e quase nada mudou ao longo de séculos.
É fácil de verificar que em todas as épocas muitas mulheres se destacaram como filósofas, chefes guerreiras, artistas ou demonstrarem capacidades que teoricamente eram apanágio apenas dos homens. A história sempre as apontou como excepções e como tais foram valorizadas.

A mulher sempre foi alvo de agressões. As formas mais frequentes de violência registadas são a violência doméstica, as violências sexuais, a prostituição, o tráfico de mulheres e infanticídio ou aborto selectivo. Nos países menos desenvolvidos, o nascimento de raparigas é frequentemente assumido como uma tragédia pelas famílias, pois os rapazes são vistos como tendo maiores hipóteses de sobrevivência. Esta situação acaba por traduzir-se na morte à nascença ou depois por maus tratos de milhões de seres do sexo feminino. Existem também vários casos de tráfico de mulheres, que são seguidos pela prostituição e escravatura.

Ao assistir programas de TV que tratam da situação das mulheres em diferentes países, apercebo-me como são adversas as condições nas quais mulheres têm que sobreviver e criar os filhos. Noto também, em diferentes contextos, a rigidez dos costumes locais, que as obrigam a cobrir todo o corpo e o rosto, como ocorre nos países muçulmanos; a submeter-se à mutilação genital, como em alguns países africanos; a praticar o aborto de fetos do sexo feminino, em razão da preferencia social por um filho homem, como acontece na China.
Teresa Tristão nº27 10ºP

Anónimo disse...

...continuação do texto sobre os direitos da mulher como direitos humanos

Nos últimos 30 anos, muita coisa tem mudado em relação a participação das mulheres no campo da educação, da saúde, no trabalho, no emprego e no relacionamento familiar.

A questão que coloco, é como é possível ter mudado tanta coisa no campo real em relação às mulheres, se depois no campo social, profissional e político continuam a ser tão discriminadas. Consigo afirmar que, embora a mulher actual se tenha emancipado, no que diz respeito aos seus valores e direitos, ela ainda é vista como inferior ao homem.

Considero que, em Portugal apesar da elevada participação das mulheres no mercado de trabalho e das transformações registadas nas últimas décadas, que lhes trouxeram maior autonomia, elas continuam a não ter visibilidade política e a assumir duplas e triplas tarefas com o cuidado dos outros. A título justificativo, durante as campanhas eleitorais, os partidos políticos sao obrigados a ter uma determinada percentagem de mulheres nas suas listas de candidatura às eleições, mas no entanto, se repararmos quando formam governo o número de ministras é sempre diminuto. Até hoje só tivemos, uma mulher 1ª ministra por pouco tempo, que mais tarde se candidatou à Presidência da República e uma líder partidária. As desigualdades de género no mercado de trabalho, como vemos, são fortes e continuam gravemente marcadas pela desvalorização das mulheres e a falta desigualdade de oportunidades.
A participação económica das mulheres e a sua presença no mercado de trabalho, a meu ver, em termos quantitativos é importante não só para reduzir os níveis desproporcionais de pobreza entre mulheres, mas também como medida importante para aumentar a renda familiar e estimular o desenvolvimento económico nos países como um todo.
Segundo o escritor inglês Paul Johnson “ a raça humana tem estado a funcionar como metade da sua energia criativa”. Johnson acrescenta que daqui a cem anos o desperdício ou a não utilização dos talentos femininos será considerado o erro mais flagrante e mais incompreensível da história da humanidade.

Apesar de tudo o que se tem feito neste âmbito, há ainda muito para fazer, pois levará muito tempo até que essas mudanças de mentalidade possam ocorrer. Juntos, mulheres e homens, poderemos fazer uma história diferente. O desejo amoroso e responsável com a humanidade e as gerações futuras, podem-nos guiar.




Teresa Tristão nº27 10ºP

Anónimo disse...

A paz mundial e o diálogo inter-religioso

O mundo, tal como o conhecemos tem estado dividido por zonas, línguas, culturas, mas principalmente por religiões. Num mundo cada vez mais marcado por contactos interculturais, dependências económicas, e migrações frequentes, o diálogo intercultural e inter-religioso é cada vez mais importante de forma a manter e incrementar a paz mundial.
A paz tem vindo a assumir um papel primordial e inadiável na nossa sociedade, principalmente com o objectivo de erradicar as diferenças e injustiças e de evitar uma possível 3ª Guerra Mundial.
Na minha opinião, o desacordo e desentendimento que tem existido entre religiões tem, em parte, origem na má interpretação dos livros sagrados pois, na minha visão, estes livros têm uma escrita metafórica e não literal, como frequentemente é entendida e, por conseguinte, levada à prática. Esta má interpretação pode levar à guerra, quer pela criação de novos grupos religiosos, quer pelo facto de crentes de uma determinada religião verem os pecados que, no seu entendimento estão descritos no seu livro sagrado, praticados e reflectidos noutras culturas. Sendo assim, na minha visão, um grande atentado à paz mundial é o extremismo de certos grupos religiosos. Na minha visão, a paz mundial só será realizada e possível quando, acima de doutrinas religiosas, se colocar o Humanismo e os direitos Humanos.
Se essa utopia fosse possível de incrementar em todo o Mundo, seria possível, através do relativismo cultural, doutrina que defende que nenhuma cultura é superior a outra, impossibilitando a hierarquização de religiões, o diálogo inter-religioso e o respeito inter-cultural.

Ana Campos nº2 10ºP

Anónimo disse...

Texto Argumentativo: Transformações físicas e psicológicas na adolescencia

A adolescencia é uma etapa onde cada individuo descobre a sua identidade e define a sua personalidade. Nesta etapa que é marcada por grandes transformações a nível físico, psicológico, afectivo, intelectual e social vivenciado num determinado contexto cultural, é a etapa, que marca a passagem entre a infancia e a idade adulta e onde o adolescente já não quer ser tratado como uma criança, mas também não quer ter as responsabilidades todas de uma pessoa adulta, é um mundo entre dois mundos completamente diferentes.
A adolescencia tem três etapas distintas: a adolescencia inicial (entre os 10-13 anos), onde há um acentuado crescimento físico e psíquico, onde o adolescente desperta para si proprio e para a intimidade, ainda não tem grande consciencia do que se está a passar, há desequilibrio nas emoções e não se enquadra no mudo dos adultos. A adolescencia média (entre os 13-16 anos), onde o adolescente sente a necessidade de amar, é muito caracterizado pela timidez, tem medo da opinião alheira e é motivado pela desconfiança em si e nos outros e vive num constante conflito interior. E por fim a adolescencia superior (a partir dos 16), nesta fase o adolescente integra-se melhor no mundo em que vive, há um grande progresso na superação da timidez, é menos agressivo para com os problemas, tem maior autodominio, estabelece relações pessoais mais profundas e tem capacidade de tomar grandes decisões em relação à sua vida futura.
Este periodo da nossa vida traz-nos grandes transformações, algumas que só afectam o sexo masculino, outras o sexo femenino e ainda umas que afectam ambos os sexos. Nos rapazes, a nível físico, à um alargamento dos ombros, um forte desenvolvimento muscular, desenvolvimento na laringe (mudança na voz, torna-se mais grave), desenvolvimento do aparelho reprodutor. Nas raparigas existe um alargamento da bacia, desenvolvimento dos seios, menstruação e um desenvolvimento do aparelho reprodutor. Mas ambos os sexos partilham as mudanças psicológicas e sociais. Tal como as subitas mudanças de humor, as grandes amizades, as aventuras em grupo, as paixões e, reconstroem o mundo à sua maneira, imersos em músicas e mensagens de telémovel.
A adolescencia é um periodo obrigatório na nossa vida,mas que não tem exactamente um fim delimitado, a adolescencia termina quando o individuo é capaz de alcançar e açeitar a sua própria identidade e lugar no mundo dos adultos.

Francisco Mateus nº10 10ºP

Anónimo disse...

Os Direitos Humanos foi o tema que escolhi devido a termos certas leis que nos parecem ser injustas e temos de as comprir sem execção.
Os Direitos Humanos são um conjunto de leis, vantagens e prerrogativas que devem ser reconhecidas como essências pelo indivíduo para que este possa ter uma vida digna, ou seja, que não seja inferior ou superior aos outros porque é de um sexo diferente, porque pertencem a uma etnia diferente, ou religião, ou até mesmo por pertencerem a um determinado grupo social. São importantes para que se tenha uma convivência em paz.

São também um conjunto de regras pelas quais não só o Estado deve seguir e respeitar, como também todos os cidadãos a ele pertencentes.

A função dos Direitos Humanos é proteger os indivíduos das arbitrariedades, do autoritarismo, da prepotência e dos abusos de poder. Eles representam a liberdade dos seres humanos, e o seu nascimento está ligado ao individualismo das sociedades que se foi criando ao longo dos tempos, e por consequência levou á necessidade de limitar o poder do Estado sobre os indivíduos, fazendo com que o respeitasse e aos seus interesses. Desta formas estão associados a uma ideia de civilização, de democracia, que em conjunto reflectem uma ideia de igualdade e de dignidade para todos os seres humanos.


Direitos humanos, direito de bandido?

É muito comum encontrar pessoas que associam os direitos humanos com a defesa do crime ou ao menos dos criminosos. Esta associação não é fundada num simples equívoco, pois como os criminosos também são humanos, eles têm direitos. Se houve algo de revolucionário trazido pela Declaração Uni­versal de 1948, foi a idéia de universalidade dos direitos. Por universalidade entenda-se a proposição de que todas as pessoas. independentemente de sua condição racial. econômica, social, ou mesmo criminal, são sujeitos aos direitos humanos. Neste sentido bandidos também têm direitos humanos.

Direitos humanos dificultam o trabalho dos polícias?



Durante muito tempo acreditou-se que havia uma incompa­tibilidade entre direitos humanos e segurança pública. E evi­dente que as diversas garantias atribuídas aos suspeitos e aos réus em um processo judicial tornam mais onerosos o trabalho daqueles que tem por missão responsabilizar os criminosos. A investigação tem que ser mais criteriosa, as provas têm que ser colhidas cuidadosamente, as prisões só devem ser feitas com ordem judicial ou em flagrante delito, ao réu deve ser garantida a ampla defesa, o policiamento tem que se pautar em regras determinadas, tendo como limite as diversas liberdades dos cidadãos. Tudo isto sob o escrutínio judicial. Estas restrições, no entanto, paradoxalmente podem favorecer um sistema de segurança pública eficiente.


Na minha opinião a gramática dos direitos humanos está fundada no pressu­posto moral de que todas as pessoas merecem igual respeito umas das outras. Somente a partir do momento em que formos capazes de agir em relação ao outro da mesma forma que gos­taríamos de que agissem em relação a nós é que estaremos con­jugando essa gramática corretamente.




Bruno Daniel Castro 10 P nº5

Sandra Mendes disse...

O racismo e a xenofobia
A Europa, tal como os restantes continentes, vive sob o impacte da globalização, de uma maior mobilidade internacional e do incremento dos fluxos migratórios. O aumento da intolerância política, religiosa e étnica bem como o desencadear de vários conflitos armados, dentro e fora do espaço europeu, provocaram a saída de inúmeros contingentes populacionais das suas terras, refugiados nem sempre bem acolhidos em ambientes que lhes são pouco familiares. Carências económicas, a par de problemas sociais vividos pelos cidadãos de determinado Estado, têm contribuído para o surgimento de tensões evidenciadas sob formas de racismo "flagrante" e "subtil" contra determinados grupos, entre os quais comunidades migrantes e minorias étnicas ou religiosas (por exemplo, os ciganos, os judeus, os muçulmanos). Tais ressentimentos têm sido agravados pelo fomento de doutrinas xenófobas por parte de partidos políticos, designadamente os de extrema-direita, que não só deles se aproveitam para justificar períodos de maior vulnerabilidade económico-social no seu próprio país, como ainda, através dos nacionalismos exacerbados patentes nos seus discursos, adicionam às ideologias já enraizadas novas ondas de intolerância. Embora tendo presentes os maus exemplos do passado (Holocausto, apartheid, etc.), a verdade é que sentimentos desta natureza persistem na Europa, em prejuízo de indivíduos ou colectivos segregados, independentemente do seu nível económico e da partilha ou não dos valores, princípios e matrizes fundamentais da sociedade de acolhimento. Em todo o caso, os níveis e expressões de racismo variam muito de país para país, espelhando não só diferentes posturas e modos de lidar com a presença de imigrantes, minorias étnica e estrangeiros, como também políticas mais ou menos consistentes de combate à discriminação (saliente-se a atenção depositada pela Holanda e Reino Unido a estas questões).






É preciso...

É preciso, nacional e internacionalmente, promover um relacionamento institucional, económico, político, social e inter-pessoal coerente.
Esta coerência passa pelo reforço da interculturalidade. E esta assenta no conhecimento do "outro", daí a sua importância fundamental no combate ao racismo e à xenofobia, que assentam em preconceitos resultantes do desconhecimento ou conhecimento deturpado.
A interculturalidade é uma batalha a ganhar gradualmente e vários são os campos onde podem ser levadas a cabo acções decisivas. A Educação é, sem dúvida, uma das áreas onde numerosas vitórias podem ser conseguidas. Não é, na verdade, uma tarefa fácil mas é certamente uma das vias a seguir dada a sua influência estrutural na preparação dos cidadãos de amanhã.
Joao Paiva

Anónimo disse...

Os Direitos Humanos e a Globalização



Na minha opinião a globalização acentuou de forma dramática a percepção das desigualdades entre os povos.
Todos sabemos que uma parte da populaçao do mundo tenta sobreviver, pois nao tem boas condiçoes de vida,
milhoes de pessoas no nosso planeta morrem a fome, mas por outro lado outra parte do nosso planeta vive
comedamente, com uma vida repleta de luxos e coisas futeis, a sociedade em que vivemos é cheia de consumismos.
Quando essa parte "excluida" da poplaçao tenta a sorte nos paises civilizados, é praticamente escravizada, pois
alguns nao estam legalizados ou nao conhecem os seus direitos, mas todos nascemos com os mesmos direitos.
Eu acho que a globalizaçao, abre portas para paises que recebem essas pessoas, para desenvolver o comercio,
produzem muito e barato, usando crianças a quem pagam miseras quantias de dinheiro pelo trabalho infatil,
isto que fazem alguns países é desumano, pois na minha opinião todas as crianças, deviam ter o direito a
estudar, brincar, a ter uma infância, pois esta é uma fase muito importante da nossa vida.
Todos deviamos ter os mesmos direitos sendo, pobres ou ricos, somos todos humanos, e a globalizaçao
contraria isto, porque o mundo vendo o ponto da globalizaçao se resume a um só "mundo" o do
consumismo, o politico, o das potencias que dominam o nosso planeta.
Segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas:
"Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência,
devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade", esta frase diz-nos que sendo nos ricos ou pobres,
nascemos iguais, e que devemos respeitar os outros.

Miguel Caetano

Anónimo disse...

A obra de arte na era das indústrias culturais



A obra de arte na era das indústrias culturais. Este tema tem muito que se lhe diga. Cada vez mais a arte influência os jovens, seja de uma forma positiva ou negativa. Por isso nos dias de hoje podemos vê-la como uma moeda de duas faces. Numa delas, como um objecto que educa novos artistas, ajudando-os a exprimir-se através de grafittis, ou obras arquitectónicas inovadoras (positivo); no outro lado da moeda vem o negativo,que é usado para fins lucrativos - falamos das produções de massas. O cinema foi um dos 'gatilhos' da produção de massas. Não só promove marcas (utilizadas nos mesmos filmes) como gera conflitos (exemplo, filmes violentos podem dar falsas ideias aos jovens gerando conflitos entre os mesmos e criando-os na sociedade). Para além destes dois factores a indústria do cinema começou a produzir apenas pelo grau de preferência dos espectadores, ignorando problemas politico-culturais e ético-morais, apelando apenas ao consumismo. Outras formas de arte que geriram grande produção foi a pop art. A pop art apoderava-se de fotos de artistas de renome internacional e transformava-as em quadros banais, desenhos animados , etc, podendo encontrar estas peças em qualquer lado (por exemplo, vê-se em todo o lado reproduções 'ranhosas' da Marilyn Monroe, criadas apenas para a vendas em massa; tal como o famoso quadro de Leonardo Da Vinci 'a ultima ceia' ou 'gioconda' foram produzidos em milhoes de réplicas de forma a que até a minha avó tem um na sala), pode-se até encontrar nas novas lojas dos chineses. Outro exemplo de forma de pop art é se pormos uma foto de um artista conhecido entre as crianças numa caixa de cereais terá muito mais vendas que uma caixazinha que contenha apenas um dragão. O que liga tudo ao consumismo de novo. A arte quando coeligada ás indústrias apenas me dá uma ideia - dinheiro, esse é o factor primordial, é o que faz a arte andar e ser reproduzida. Nos filmes, na música, nas caixinhas de cereais ou lancheiras das criancinhas está manifestada. Está por todo lado, e nós vamos atrás, cumprindo o nosso papel, consumindo.

Joana Patricia Ferreira Caetano

Anónimo disse...

Direitos das mulheres como direitos humanos.
Na sociedade em geral as mulheres têm vindo a ser vítimas de ataques sistemáticos, como se fossem seres de condição inferior à masculina. Isto porque nos anos 20, 30, 40 etc até aos inicios do seculos XX, num mundo feito de homens, as mulheres eram toleradas porque necessárias, porque eram boas auxiliares, mas sempre postas num lugar secundário, de acordo com as suas “capacidades de mulher” que lhes eram atribuidas. Colocadas no lugar que lhes era reservado pelos homens, viviam passivamente na obidiência às leis criadas por eles. Resaltando, assim, a sua condição de seres menores. A mulher não necessitava de qualquer educação intelectual, não tendo de saber ler nem escrever nem de ser intruída. Necessitava apenes de ser devidamente treinada para as tarefas relativas ao cuidar do marido, dos filhos e do lar. Casava cedo e não escolhia o marido, passava a ser objecto do marido a quem devia obediência e fidelidade.
Com o passar do tempo a mulher começou a ter mais confiança, passando a considerar-se seres diferentes, mas não inferiores em relação ao homem. A insatisfacão das mulheres era cada vez mais, o que levou a uma compreensão por parte dos homens. Em Portugal, o marco mais significativo relativamente à consideração dos direitos das mulheres foi a revolução de 25 de Abril de 1974, que instaurou a Democracia em Portugal. Com a Democracia e a entrada a vigor da constituição de 1976, os direitos das mulheres, passaram a estar consignados na legislação portuguesa.
Apesar de a igualdade entre homens e mulheres estar consignada na lei após a aprovação da constituição de 1976, há ainda muito para se fazer, para que as mulheres portuguesas usufruam, em todos os dominios, dos direitos legalmente conferidos. Como noutros países do mundo, o factor determinante para que tal aconteça é a mudança de mentalidade. Só com vontade e iniciativa mutua é que será possível fazer com que os decretos sobre os direitos humanos se apresentem manifestamente sensíveis à violação dos direitos humanos das mulheres. Dois dos problemas que a mulher actualmente confronta são: a discriminação do trabalho e a violência doméstica. A tese ideal seria aceitar a 100% a Constituição de 1976 e anular o argumento do problema da mudança de mentalidade, isto é, devemos aceitar os direitos das mulheres como direitos humanos e não criar mais complicações, ou seja, aceitar as mulheres como seres humanos para que não aja mais registos de violação doméstica.
Daniela Viegas